quarta-feira, 6 de julho de 2011

O dilema das mulheres diante do vírus da AIDS

Olá, leitoras! 

Hoje eu comecei a escrever um texto sobre a AIDS para vocês, mas ele ficou massante, chato... tipo aulinha. E acho que não é bem esse o propósito do blog, né? Aí encontrei esse texto do Dr. Drauzio Varella e resolvi postar para a gente pensar um pouco no tema. Que tal? ;)


O dilema das mulheres diante do vírus da AIDS

Drauzio Varella

Fonte da Imagem (Nesse site, há também um post muito bom sobre grávidas com HIV)

Nenhuma doença infecciosa afetou tantas mulheres como a Aids. Dos 40 milhões de portadores do vírus que a Organização Mundial da Saúde estima existirem, pelo menos 50% são mulheres, e essa parcela não pára de aumentar.
Nos países da África situados abaixo do deserto do Saara, 60% das infecções ocorrem no sexo feminino. Como o risco de adquirir o vírus na faixa dos 15 aos 24 anos é de três a seis vezes maior entre as mulheres, na África do Sul, por exemplo, uma em cada quatro chega infectada aos 22 anos de idade. No Brasil, a porcentagem de mulheres que convive com o HIV é a que mais cresceu na última década.
Quando surgiram os primeiros casos da doença, no início dos anos 1980, foram definidos alguns “grupos de risco” para caracterizar aqueles mais expostos à infecção: homossexuais masculinos, usuários de drogas injetáveis, receptores de transfusão de produtos sanguíneos. Essa denominação foi posteriormente abandonada, substituída por “comportamento de risco”, expressão mais precisa porque um usuário de droga que compartilhe seringas com dez companheiros HIV-negativos não adquire o vírus, enquanto uma senhora monogâmica corre risco com o marido infectado. Se ainda empregássemos o termo antigo, no entanto, diríamos que hoje as mulheres fazem parte dos “grupos de risco”.
Do ponto de vista anatômico e fisiológico, o sexo feminino é mais suscetível à infecção pelo HIV pelas seguintes razões:
1) A vagina oferece ao vírus uma superfície de contato mais extensa do que a da mucosa do pênis,
2) As mulheres estão sujeitas a repetidas infecções ginecológicas e a doenças sexualmente transmissíveis que abrem fissuras na mucosa e atraem glóbulos brancos para defender o local. A existência dessas portas de entrada para o HIV e a presença de glóbulos brancos (alguns dos quais constituem as células-alvo do vírus) na vizinhança criam condições propícias à transmissão;
3) O uso de pílulas anticoncepcionais provoca modificações na mucosa vaginal que facilitam a penetração do HIV;
4) Adolescentes constituem a subpopulação feminina mais vulnerável – não apenas pelo eventual comportamento de risco, mas pelas alterações inflamatórias do colo uterino características da imaturidade dos órgãos genitais nessa fase da vida reprodutiva;
5) Estudos recentes mostraram que o risco de transmissão do HIV do homem para a mulher duplica durante a gravidez e o pós-parto.
Mais influentes do que os detalhes anatômicos e a fisiologia reprodutiva, as condições socioeconômicas conspiram a favor da transmissão preferencial do HIV para o sexo feminino. A dependência financeira e a tradicional submissão às regras estabelecidas pelos homens, dominadores na maioria das sociedades, colocam as mulheres em posição de desvantagem para exigir de seus parceiros a prática de relações sexuais seguras.
A rejeição sistemática ao uso do preservativo, a poligamia e o gosto dos homens por mulheres jovens, sexualmente imaturas, portanto, mais vulneráveis, completam o cenário para a propagação da epidemia feminina.
A infecção pelo HIV impõe à portadora o dilema de depender financeiramente do homem que a infectou ou ter de ganhar a vida por conta própria para manter a si mesma e os filhos a seu encargo. O medo de deixá-los órfãos e do desemprego, bem como o estresse gerado pela insegurança da situação, é responsável pela alta prevalência de quadros de depressão e de distúrbios de ansiedade descritos entre HIV-positivas.
Mesmo as mais privilegiadas, sem aflições financeiras, socialmente respeitadas, vivem a angústia de decidir: revelar a realidade e enfrentar o preconceito da maioria ou escondê-la e ficar isolada, sem ter com quem compartilhar as dificuldades enfrentadas.
A experiência mostra que a maioria escolhe a segunda opção. E paga o preço de ser obrigada a trancar-se no banheiro para tomar remédio, a esconder frascos de medicamentos como se fossem drogas ilícitas, a mentir no trabalho para ir ao médico, a viver o medo de ser reconhecida nas salas de espera.
Desiludidas, muitas jovens infectadas abrem mão da vida sexual e da perspectiva de maternidade. As que não se conformam com tal sorte, como devem agir? Usar preservativo sempre, mas contar a verdade ao pretendente antes da primeira relação sexual ou apenas mais tarde em caso de envolvimento?
Na primeira hipótese, é quase certo que ele se afastará de imediato e, mais grave, dificilmente guardará segredo; em pouco tempo, o boato se espalhará.
Na segunda, a mulher só revelará sua condição quando estiver apaixonada, segura de que é correspondida e de que vale a pena preservar aquele relacionamento. Mas qual será a reação do companheiro? Saberá compreender? Ou julgará que foi traído?

*** Post não patrocinado***

Espero que esse texto nos ajude a refletir sobre a doença e sobre a nossa atitude para com quem convive com ela. O HIV é hoje uma doença de todos, para todos. E é perfeitamente possível viver muito bem com ela usando as medicações disponíveis e tomando algumas precauções.

Qualquer dúvida, me mandem um email (precisasedeamigas@gmail.com) ou deixem um comment. E aproveitem para dar uma passadinha no meu blog.

Beijos e até....

Postado por:

28 comentários:

  1. De longe um assunto super importante.
    Ótimo post.
    Beijos

    fabianapian.blogspot.com

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  2. Parabéns pelo post!
    É muito importante o assunto ser divulgado, pois as pessoas parece que tem medo de falar, não é?
    Bj bonitA

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  3. Ótimo post! Muito esclarecedor! Beijo!

    http://madamenutso.blogspot.com/

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  4. Muito legal o post! Devemos sempre nos cuidar... mas o pior é quando o vírus vem do próprio marido ,né?!
    Beijos

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  5. Adorei seu blog e já estou seguindo!!!
    Depois dá uma passadinha
    lá no blog se gostar segue lá tb!!!
    bjos do Blog da Lô
    http://modabylolo.blogspot.com
    @blog_da_lo

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  6. Muito bom o post, devemos nos cuidar sempre!
    Beijinhus
    Nai

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  7. Ótimo post!
    Temos q nos cuidar e tbm saber tratar as pessoas com esta doença sem discriminações!
    Bjks, Tatty

    http://suspirofashion.com

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  8. Excelente post!!!
    Afinal todas nós corremos esse risco, super importante saber cada vez mais sobre esse assunto.
    Bjs!

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  9. Ótimoooo post. Acho super super válido esse tipo de informação!! Gostei mesmo!!

    Bjo bjo!

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  10. Adoreiiii o post =)
    Ficou hiper legal!!!!!
    muito bom o alerta

    Beijoooooo
    Monique

    http://unhaspintadasecia.blogspot.com

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  11. é e tem gente que ainda acha que é brincadeira né?
    bom post!

    http://divasdivat.com/

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  12. lembrei da novela que voltou a passar no sbt amigas e rivais...

    Beijos
    @Beellyf
    http://www.bellyfcherry.com

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  13. Sei q o texto nao é meu, mas achei mt pertinente... espero mesmo q vcs tenham gostado!!

    bj

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  14. Bah amiga muito bom o post! Bjãoooooooooo

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  15. Isso é o que eu chamo de post relevante! Parabéns pela iniciativa =)

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  16. Mari, parabéns pelo post informativo e de grande valia social!!! bjoo

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  17. Mas só não se cuida quem não quer... Preservativo tá aí pra isso. E hoje em dia com a ciência evoluindo do jeito que está, nem a criança pega o vírus. Só não pode ser amamentado pela mãe...

    http://thaisacorrea.com/b/

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  18. Eu sabia que a mulher contrai mais fácil, mas não sabia de tantos detalhes, super interessante e importante esse post! Precisamos nos cuidar muito, né?!

    beijinhos
    http://www.deliriosdeconsumo.com/

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  19. Oiee..
    Teca, ótimo post,
    é sempre muito bom ler informações sobre saúde e como ajudar mante-la. O Dr. Drauzio sempre arrasa nos textos dele.

    Beijos

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  20. Um tema polêmico, triste e real ao mesmo tempo!

    Ótima quinta
    beijos coloridods!

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  21. A gente tem que se cuidar! E ler bastante para não ter preconceitos idiotas, tornando ainda mais difícil a avida de quem é portador.
    Lila Czar
    seviracom30.blogspot.com

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  22. Abordagem super legal, afinal, tem que ser informado para melhor prevenção. E acabar o preconceito. Bjos!!!

    Bru

    @brunamotablog

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  23. Parabéns por abordar o tema!!Vc mandou muito!!BJOS!! :)

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  24. muito bom o post.
    trendluxo.blogspot.com

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  25. Muito bom ter posts sobre saúde!

    Bjooo
    Nath de Freitas
    http://nathdefreitas.blogspot.com

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  26. Parabens pelo post hiper interessante
    obrigada por sua visita ja estou te seguindo
    http://yasminfernandim.blogspot.com/ tenho novidades bjus!

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